domingo, 30 de novembro de 2008

COMO UM ANJO, VOCÊ APARECEU NA MINHA VIDA...

Como um anjo
você apareceu na minha vida
Como um anjo
repleto de ternura e de paixão oh oh...
Como um anjo
encanto e sedução doce aventura
Hum que loucura
você desabrochando no meu coração
Linda menina
com olhar inocente malícia, desejo e tentação
Que me cobre de amor e carícias vencendo a solidão
Só você pra me fazer feliz !!!
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terça-feira, 18 de novembro de 2008

ZÉ NINGUÉM= ZÉ FULANO






De certa forma, um grande, espaçoso silêncio tomou conta de mim por esses tempos.
Silêncio gostoso, me deixou um pouco introspectiva.
Estive trabalhando , com leitura e escrita, durante a minha ausência por aqui.
Mas estive sempre presente comigo mesma.
Peço a licença, e vou invadindo de novo esse espaço, aonde encontrei flores e elucidações para os meus dizeres.
Retorno ao jardim, um pouco seco, porém, mais vivo do que nunca!
O "Zé Fulano" o qual renomearei para Zé Ninguém, que foi o meu último post...será sempre um Zé Fulano cotidiano, insensato, fulgáz, comedor das horas, esparramado na sua excelência e claro, iludido diante do espelho da vida.
Reconheci no Zé Ninguém, uma apresentação de mim mesma.
Afinal, nós somos demasiado ridículos quando amamos, e que bom, porque amor não é amor, se ao menos no fundo ele não transparecer um pouquinho de estupidez.
Amar, nos faz sair de órbita. Não a todo momento, mas ao menos uns segundos, ficamos fora de nós mesmas.
O Zé Ninguém, e eu coloco-o com letras maiúsculas, porque ele representa muito de mim e acho que de você também...
Ele é alguém, e deve ser tratado como tal.
Sim, com letras maiúsculas e redondas, o Zé Ninguém é aquela parte que me habita sem eu querer, mas nasceu de mim, de uma forma ou de outra, porque um dia eu precisei dele.
Um dia, todos nós precisamos do Zé Ninguém e daí, ajoelhamos numa reza com tamanho fervor e clamamos por ele, na esperança de que essa seja a nossa SALVAÇÃO, o nosso único e real caminho para a LUZ.
Eu achei que fosse ser fácil, contar a verdadeira história do Zé Ninguém. Mas percebi, que falar do Zé Ninguém, é falar não só de mim, mas de todos os humanos que tem em si, um Zé Ninguém.
Ele é frágil, é insensato, fala pelos cotovelos, é iminente na sua frivolidade, e eminente como parte de mim e de você.
Na vida real, ele toma várias formas, conforme a situação em que a gente se encontra, ele e de um jeito ou de outro,
Ora ele se demonstra um verdadeiro tirano, general, autoritário, invejoso, lúbrico, insensível, mordaz...
Noutras ele é sofredor, catador de sobras, um rato, um fígado inválido no organismo, mas que ainda está ali, porque pode ser transplantado: ás vezes comporta-se como um acomodado-PARASITA da vida.
Perceber que o Zé Ninguém, toma várias formas, conforme as situações que se aparecem, no mínimo soa como algo revelador de mim.
Conscientizar-me de que o Zé Ninguém que me habita é real, e que tem forma e fala pelos cotovelos, me faz
querer ser ainda mais independente e responsável pelas minhas atitudes e minhas escolhas.
E eu me aproprio mais de mim, e aos poucos me coloco a frente do Zé Ninguém e sem medo,
tomo as rédeas da minha existência e do meu viver e não (so)-breviver.
Cada passo, cada verso, cada canção, luar, nuvem, vento, mato,sopro, vela, trigo,
foice, canela, mudo, tempo, vida, passarela...
V.I.V.A, consciente do Zé Niguém que habita em você, mas não se deixe dominar por ele,
SEGURE FIRME as rédeas da sua existência, da sua vida e a - precie cada gota de suor,
cada lágrima caída, cada sorriso esboçado no rosto, cada dia.
Um dia após o outro, buscando as respostas, modificando as perguntas...
Mas sem a pretensão de SER, e sim com a humildade de PODER ser.